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Banco Letshego apoia musical “O Veredicto” e reforça aposta na cultura moçambicana

Espetáculo dirigido por Zé Pires transforma a cultura nacional em protagonista de um tribunal simbólico e junta música, teatro, dança e arte...

Por Redação Em Primeiro agosto 03, 2026
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Banco Letshego apoia musical “O Veredicto” e reforça aposta na cultura moçambicana
FOTO: REPRODUÇÃO / EM PRIMEIRO
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Espetáculo dirigido por Zé Pires transforma a cultura nacional em protagonista de um tribunal simbólico e junta música, teatro, dança e artes visuais numa experiência de reflexão social.

O Centro Cultural Moçambique-China, em Maputo, acolheu a estreia do musical “O Veredicto”, uma produção da ZEP Estúdios, idealizada e dirigida pelo produtor e músico Zé Pires. O espectáculo contou com o apoio do Banco Letshego, que reafirmou o seu compromisso com a valorização da cultura e do talento artístico nacional.

Mais do que uma apresentação artística, “O Veredicto” apresentou-se como uma plataforma de debate sobre a identidade cultural moçambicana. A obra colocou a própria cultura do país no banco dos réus de um tribunal simbólico, numa narrativa que combinou teatro, música, dança, literatura, poesia e artes visuais.

A proposta diferenciadora da produção permitiu que o público deixasse de ser apenas espectador e assumisse o papel de júri, participando activamente na construção do desfecho da história. A iniciativa procurou aproximar a audiência das questões relacionadas com a preservação, valorização e evolução da cultura moçambicana.

O elenco reuniu nomes consagrados da música nacional, incluindo Roberto Chitsondzo e António Prista, entre outros artistas, numa fusão entre diferentes gerações e estilos musicais, resgatando referências históricas e combinando-as com novas linguagens artísticas.

Letshego destaca papel do sector privado na cultura

O Banco Letshego esteve entre os principais parceiros da iniciativa, assumindo um papel que vai além do apoio financeiro, ao posicionar-se como promotor de projectos ligados à criatividade e à identidade cultural do país.

O Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Banco Letshego, David Seie, destacou que a instituição tem vindo a diversificar os seus serviços e a ampliar a sua intervenção na sociedade.

“Os privados, os indivíduos, os pequenos e médios empresários têm hoje uma gama de produtos à sua disposição. Não era só aquele de financiar, mas hoje temos uma oferta diversificada. A expansão do nosso portfólio de serviços visa abranger todas as necessidades da camada citadina, incluindo o apoio à cultura e à criatividade”, afirmou.

Por seu turno, o CEO do Banco Letshego, Carlos Nhamahango, defendeu uma maior participação do sector empresarial no fortalecimento da cultura nacional.

“A cultura moçambicana precisa de muito suporte e quem deve dar esse suporte, sem dúvidas, somos nós, da comunidade empresarial, por forma a promover ainda mais a nossa cultura”, afirmou.

Nhamahango explicou ainda que o banco pretende continuar a apoiar artistas de diferentes áreas, desde músicos a escritores, pintores e escultores, sobretudo aqueles que valorizam elementos da identidade moçambicana.

“O Banco Letshego gosta de apoiar esses talentos, principalmente aqueles que têm identidade moçambicana”, acrescentou.

Cultura como instrumento de valorização nacional

A produção de “O Veredicto” evidenciou o papel das parcerias entre o sector privado e a classe artística na promoção de iniciativas culturais de grande dimensão. O projecto procurou não apenas entreter, mas também estimular a reflexão sobre os desafios e as potencialidades da indústria cultural moçambicana.

Para Carlos Nhamahango, o espectáculo superou expectativas e demonstrou o potencial criativo existente no país.

“Não há palavras para classificar esta produção. Não foi apenas Zé Pires, foi cada pessoa que esteve naquela sala e que ofereceu o máximo para trazer um espectáculo memorável”, declarou.

O responsável apelou ainda para uma maior valorização da cultura nacional, defendendo o envolvimento contínuo da sociedade na promoção de artistas e projectos culturais.

“Gostaria de encorajar que todos participássemos mais da nossa cultura, que a promovêssemos um pouco mais, que estivéssemos próximos para garantir a continuidade do que está sendo criado, dando valor e mais força àqueles que querem inovar e trazer mais cultura e mais presença”, concluiu.
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