Segundo o relato dos dois jovens, foram recrutados para trabalhar em vários hectares de uma plantação, acreditando que seriam remunerados em dinheiro depois de concluírem o trabalho.
No entanto, quando chegou o momento de receberem o pagamento, o alegado patrão terá informado que não tinha dinheiro para lhes pagar e, em alternativa, decidiu entregar-lhes a própria droga como forma de remuneração.
Os jovens afirmam que aceitaram a droga como pagamento e alegam que não sabiam onde a “surruma” seria comercializada, sustentando que a sua função se limitava ao trabalho realizado na plantação.
Regresso a Moçambique terminou em detenção
Depois de receberem o produto, os dois decidiram regressar a Moçambique.
De acordo com as informações relacionadas com o caso, os jovens terão entrado ilegalmente em território moçambicano, atravessando a fronteira pela zona de Namaacha.
Após entrarem no país por via terrestre, seguiram viagem até Maputo, onde acabaram por ser localizados e detidos pela PRM.
A detenção ocorreu na Junta, num terminal rodoviário, onde os dois foram encontrados na posse da droga que, segundo a versão apresentada por eles, teria sido entregue pelo alegado patrão como pagamento pelo trabalho realizado na plantação.
A história levanta várias questões que deverão ser esclarecidas pelas autoridades, entre elas como os jovens foram recrutados, quem os contratou, quem é o proprietário da plantação, qual era o destino da droga e quem estaria envolvido na sua eventual comercialização.
Também deverá ser esclarecido como dois trabalhadores que afirmam desconhecer a rede de comercialização acabaram por transportar o produto através de uma fronteira internacional e chegar até à capital moçambicana.
Por enquanto, os dois jovens sustentam que viajaram para a Suazilândia com a expectativa de receber 10 mil rands pelo trabalho realizado, mas acabaram por receber “surruma” como pagamento.
Em vez de regressarem a casa com o dinheiro que esperavam receber, terminaram a viagem detidos pela PRM num terminal rodoviário em Maputo.
O caso permanece sob investigação e caberá às autoridades esclarecer as circunstâncias da contratação, da obtenção e do transporte da droga, bem como determinar as responsabilidades de cada interveniente.
Em resumo: foram à Suazilândia para trabalhar numa plantação, esperavam receber 10 mil rands, alegam ter recebido droga como “salário”, regressaram a Moçambique através de uma entrada considerada ilegal e acabaram detidos pela PRM na cidade de Maputo.