Adolescente teria injectado sangue de namorado seropositivo para provar amor
Um caso ocorrido no estado de Assam, na Índia, voltou a chamar atenção nas redes sociais em 2026 devido à natureza extrema do episódio. O relato envolve uma adolescente que teria tomado uma decisão perigosa ao injectar no próprio corpo sangue do namorado, que seria seropositivo, numa tentativa de demonstrar o seu amor e a ligação que mantinha com ele.
O episódio, originalmente associado a acontecimentos de 2022, voltou a circular recentemente em páginas dedicadas a entretenimento, curiosidades e histórias insólitas.
Como tudo teria acontecido
Segundo os relatos atribuídos às autoridades locais na época, a jovem mantinha um relacionamento amoroso com um rapaz que teria conhecido através do Facebook.
Depois de descobrir que o namorado era portador do HIV, a adolescente teria utilizado uma seringa para retirar sangue dele e, posteriormente, injectá-lo nas próprias veias.
A motivação atribuída à jovem seria a vontade de partilhar o mesmo destino que o namorado. De acordo com declarações atribuídas aos familiares, ela acreditaria que contrair o mesmo vírus faria com que nada pudesse separar os dois.
O gesto, no entanto, representava um sério risco para a saúde da adolescente.
Família procura ajuda médica
Depois de a família tomar conhecimento do que teria acontecido, a jovem foi encaminhada para uma unidade hospitalar.
Os médicos teriam iniciado um protocolo de emergência conhecido como PEP — Profilaxia Pós-Exposição, tratamento utilizado após uma possível exposição ao HIV com o objectivo de reduzir o risco de infecção.
A eficácia da PEP depende, entre outros factores, de ser iniciada rapidamente após uma possível exposição, razão pela qual situações deste tipo exigem avaliação médica urgente.
Namorado teria sido detido
O rapaz envolvido no caso teria sido detido pelas autoridades de Sualkuchi, sendo apontado como suspeito de cumplicidade por ter permitido que a situação acontecesse.
O episódio acabou por provocar discussões sobre desinformação relacionada com o HIV, comportamento de risco e a necessidade de acompanhamento adequado de adolescentes que enfrentam situações de vulnerabilidade emocional.
Caso volta a circular em 2026
Apesar de o episódio remontar a 2022, o relato voltou a ganhar visibilidade em 2026, depois de imagens e informações sobre o caso serem novamente partilhadas nas redes sociais.
A nova circulação da história também reacendeu alertas sobre os riscos associados a comportamentos destinados a “provar” amor ou fidelidade através de actos que podem colocar a saúde e a vida em perigo.
Especialistas e profissionais de saúde reforçam que o HIV não deve ser encarado como uma forma de criar uma ligação entre duas pessoas. Qualquer exposição suspeita ao vírus deve ser tratada como uma situação médica que requer avaliação profissional imediata.