A direcção provincial da Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola), em Nampula, desvaloriza a alegada saída de cerca de 300 membros do partido no distrito de Nacala, considerando que o episódio não está a afectar o funcionamento da organização.
A posição foi apresentada pelo coordenador provincial do Anamola em Nampula, Castro Niquina, citado pelo portal Ikweli. O dirigente confirmou a saída de alguns membros, mas contestou o número de 300 pessoas avançado no âmbito da alegada desmobilização.
Segundo Niquina, entre os membros que terão abandonado a organização está Novinte, cuja participação nas actividades do partido, de acordo com o coordenador, teria sido limitada.
“É verdade que existem alguns membros que saíram do Anamola, como o caso de Novinte, mas também nós nunca sentimos o seu impacto porque, desde a construção do Anamola, ele nunca contribuiu em nada”, afirmou Castro Niquina, citado pelo Ikweli.
O dirigente acrescentou que Novinte teria manifestado apoio a Venâncio Mondlane durante o processo político relacionado com a liderança da Renamo, mas que, na sua perspectiva, não teve uma participação efectiva na estruturação e nas actividades do Anamola.
Disputa interna estará na origem da saída
Castro Niquina relaciona o episódio registado em Nacala com uma disputa interna pela liderança do partido naquele distrito.
De acordo com o coordenador provincial, a saída de membros seria consequência da insatisfação de um dos candidatos que pretendia dirigir a estrutura partidária local, mas que não conseguiu vencer o processo eleitoral interno.
“Tudo isso que está a acontecer em Nacala é uma frustração de um dos candidatos que queria dirigir o partido naquele distrito e, quando perdeu as eleições, começou a retaliação”, declarou.
Na interpretação do dirigente, o episódio demonstra uma alegada dificuldade em aceitar o resultado do processo interno do partido. Niquina defende, contudo, que a situação não representa uma crise para o Anamola em Nampula.
Partido contesta número de 300 membros
O coordenador provincial também rejeitou a informação de que aproximadamente 300 membros tenham abandonado o partido.
Segundo Niquina, após uma verificação do número de pessoas envolvidas, o total de membros efectivos que deixaram o Anamola seria inferior a 15.
“Não se trata de 300 pessoas. Se formos a fazer o somatório do número das pessoas que fizeram parte, não vão acima de 15 membros efectivos que estavam no Anamola”, afirmou.
O dirigente garantiu que a estrutura provincial continua a funcionar normalmente e disse não estar preocupada com o episódio.
A alegada saída de membros ocorre num contexto de disputas internas no Anamola em Nacala. As informações sobre o número exacto de pessoas que abandonaram a organização e as razões da sua saída permanecem divergentes entre as partes.
Até ao momento, nesta informação, não consta uma declaração dos membros alegadamente dissidentes apresentando a sua versão sobre os números avançados pelo partido ou respondendo às acusações feitas pelo coordenador provincial.