1
EM PRIMEIRO
|

Governo prepara restrições à importação de soro produzido em Moçambique

  O Governo moçambicano prepara novas medidas para restringir a importação de produtos que já são produzidos no país, incluindo o soro de us...

Por Redação Em Primeiro setembro 17, 2026
Compartilhe:
Governo prepara restrições à importação de soro produzido em Moçambique
FOTO: REPRODUÇÃO / EM PRIMEIRO
OUVIR ESTA MATÉRIA
Voz Web Speech

Versão em Áudio com Voz Digital

0:00
--:--

 

Governo de Moçambique

O Governo moçambicano prepara novas medidas para restringir a importação de produtos que já são produzidos no país, incluindo o soro de uso hospitalar. A informação foi avançada esta quarta-feira, 16 de Setembro, em Maputo, pelo Secretário de Estado do Comércio, António do Rosário Grispos.


A declaração foi feita durante um encontro com empresários representados pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), num debate sobre a transformação estrutural e o reforço da produção nacional.


Segundo Grispos, Moçambique possui capacidade para produzir soro em quantidade superior ao consumo interno. O governante afirmou que são produzidas cerca de 18 milhões de unidades por ano, enquanto o consumo nacional ronda os nove milhões.


Apesar dessa capacidade, parte do mercado continua a ser abastecida por produtos importados, situação que o Governo pretende alterar através de mecanismos de protecção da produção nacional.


“Moçambique já produz soro. Mas, o soro nacional não está a ser consumido. Está a ser consumido o soro estrangeiro”, afirmou António Grispos, acrescentando que o soro deverá entrar no conjunto de produtos cuja importação será restringida.


Medida segue estratégia de substituição de importações

A possível restrição do soro surge no âmbito de uma estratégia mais ampla do Executivo para reduzir a dependência de produtos estrangeiros quando existe capacidade de produção dentro do país.


O Governo já avançou com medidas relacionadas com produtos como água mineral, pão de forma e determinados produtos cerâmicos. Em Agosto, a Comissão Consultiva de Importações aprovou restrições temporárias à importação de determinados produtos cerâmicos e pão de forma, incluindo uma taxa de 20% sobre alguns produtos cerâmicos abrangidos pela medida.


Grispos explicou que a política pretende criar espaço para que as empresas nacionais aumentem a produção e conquistem maior participação no mercado interno.


“O Governo está a implementar uma política de proteção que nós nunca tivemos antes”, afirmou o Secretário de Estado do Comércio.


Governo diz que não pretende acabar com as importações

Apesar do anúncio de novas restrições, o Executivo esclarece que a estratégia não significa o encerramento das importações.


Segundo António Grispos, o princípio será dar prioridade aos produtos disponíveis no mercado nacional e recorrer ao exterior quando a produção interna não for suficiente para satisfazer a procura.


O governante explicou que, a partir de 2027, o processo de autorização de importação de determinados bens estratégicos deverá passar a considerar primeiro a disponibilidade desses produtos no mercado nacional. Quando a produção interna for insuficiente, a importação poderá ser utilizada para cobrir a diferença.


“Vamos continuar a importar. Mas, a ideia é importar aquilo que nós não fazemos e importar aquilo que faça uma diferença”, afirmou Grispos.


Lista de produtos poderá aumentar

A estratégia do Governo não deverá ficar limitada aos produtos actualmente identificados.


De acordo com declarações de Grispos reportadas por órgãos de comunicação nacionais, a lista de bens abrangidos poderá ser alargada à medida que forem identificadas empresas nacionais com capacidade para abastecer o mercado.


Além do soro, o Executivo está também a analisar outros sectores considerados capazes de substituir parte das importações, incluindo a produção de seringas e o relançamento da indústria têxtil.


A intenção é fazer com que a procura existente no mercado nacional funcione como incentivo ao investimento industrial, aumentando a produção, criando oportunidades para empresas moçambicanas e reduzindo a necessidade de recorrer ao exterior.


Impacto para consumidores e empresas

A política poderá abrir espaço para empresas nacionais aumentarem a produção e o investimento, mas a sua implementação também dependerá da capacidade dos produtores locais de garantir quantidade, qualidade, preços competitivos e fornecimento regular.


No caso de produtos de uso hospitalar, como o soro, a disponibilidade e a qualidade são particularmente relevantes, uma vez que qualquer alteração nas regras de importação terá de considerar as necessidades do sistema de saúde.


Por enquanto, a informação divulgada pelo Governo aponta para a preparação de novos mecanismos de restrição e não para uma proibição geral das importações. Os detalhes sobre os produtos abrangidos, modalidades de autorização e entrada em vigor deverão ser definidos nos instrumentos legais que vierem a ser publicados.

TRANSPARÊNCIA | Acesso à Informação
1
EM PRIMEIRO

O portal Em Primeiro é a sua fonte de jornalismo público, imparcial e independente. Cobertura completa dos acontecimentos do Brasil e do mundo.

Editorias & Seções

Parcerias Internacionais de Notícias
LUSA (Portugal) XINHUA (China) TASS (Internacional)
1
EM PRIMEIRO
Menu
POR ENG ESP
Início Últimas Notícias Foto Agência Especial Radioagência Nacional Tabelas Feed Rss Whatsapp Sobre
Editorias
Cultura Direitos Humanos Economia Educação Esportes Geral Internacional Justiça Meio Ambiente Política

Portal Em Primeiro

Agência de notícias pública e transparente

Clique no botão acima para liberar o acesso e ler o artigo completo.
Atenção: este post contém cenas fortes.