Um curandeiro está a ser acusado de abuso sexual contra um menor de 14 anos na província de Inhambane, num caso que está a provocar indignação entre familiares e moradores da comunidade.
De acordo com relatos da família, o adolescente terá sido aliciado pelo suspeito com a promessa ou entrega de 8 mil meticais, antes de alegadamente ocorrer o abuso sexual.
Após o episódio, o menor terá sido levado a uma unidade sanitária para receber assistência médica. Segundo a família, os exames realizados no hospital terão confirmado sinais compatíveis com violência sexual e indicado uma infecção pelo HIV.
A situação levou os familiares a exigir a responsabilização do suspeito e a abertura de uma investigação pelas autoridades competentes.
A TV Sucesso, que noticiou o caso, tentou ouvir a versão do curandeiro acusado, mas, segundo a mesma fonte, o homem terá deixado a zona onde residia ou exercia as suas actividades, não tendo sido possível obter a sua posição sobre as acusações.
Moradores da região afirmam ainda que esta não seria a primeira vez que o mesmo indivíduo é acusado de comportamentos semelhantes envolvendo menores. Estas alegações, contudo, carecem de confirmação independente e de esclarecimento pelas autoridades.
O caso deverá ser investigado pelas entidades competentes, incluindo as autoridades policiais e judiciais, para determinar as circunstâncias em que o episódio ocorreu, recolher provas e apurar eventual responsabilidade criminal.
Por envolver uma criança, a identificação do menor deve ser preservada, assim como outros elementos que possam permitir a sua exposição pública ou identificação.
A alegada infecção pelo HIV também deve ser tratada com especial cautela jornalística. Um diagnóstico clínico não estabelece, por si só, quando ou em que circunstâncias ocorreu a transmissão, sendo necessária avaliação médica adequada para determinar a origem da infecção.
Até ao momento, não há, nesta informação, confirmação de uma decisão judicial sobre o caso. O acusado deve ser considerado suspeito até que os factos sejam devidamente investigados e julgados pelas autoridades competentes.