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Descoberto novo sistema planetário com um mundo potencialmente habitável

O Instituto de Astrofísica da Andaluzia (IAA-CSIC) confirmou a existência de um novo sistema planetário situado a cerca de 337 anos-luz da T...

Por Redação Em Primeiro • setembro 01, 2026
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Descoberto novo sistema planetário com um mundo potencialmente habitável
FOTO: REPRODUÇÃO / EM PRIMEIRO
Ciência setembro 01, 2026

Descoberto novo sistema planetário com um mundo potencialmente habitável

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Novo sistema planetário a 337 anos-luz tem mundo potencialmente habitável


O Instituto de Astrofísica da Andaluzia (IAA-CSIC) confirmou a existência de um novo sistema planetário situado a cerca de 337 anos-luz da Terra, formado por dois planetas com características muito distintas: um extremamente quente, com condições compatíveis com um possível mundo de lava, e outro localizado numa região onde, sob determinadas condições, poderia existir água líquida.

O sistema, denominado TOI-1752, foi identificado inicialmente pelo TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite), missão da NASA dedicada à procura de planetas fora do Sistema Solar através da observação de trânsitos de objetos diante das suas estrelas.

Um estudo liderado pelo IAA, sediado em Granada, confirmou a natureza planetária dos dois objetos. A investigação foi divulgada na segunda-feira pela agência Efe.

Dois planetas com características muito diferentes

O sistema é constituído por dois planetas. O mais próximo da estrela hospedeira apresenta um período orbital inferior a um dia e está exposto a uma quantidade extremamente elevada de radiação. As suas características são compatíveis com a possibilidade de se tratar de um mundo de lava, devido às temperaturas potencialmente muito elevadas.

Já o planeta mais distante, identificado como TOI-1752 c, encontra-se na chamada zona habitável otimista. Trata-se de uma região ao redor de uma estrela onde, dependendo de diversos fatores, podem existir condições que permitam a presença de água no estado líquido.

Os investigadores, contudo, alertam que estar na zona habitável não significa automaticamente que o planeta seja habitável.

Confirmação através de telescópios espaciais e terrestres

A confirmação foi possível através da combinação de observações realizadas por telescópios espaciais e terrestres. Segundo Alberto Peláez Torres, investigador do IAA, os dados permitiram excluir explicações alternativas para os sinais observados, como sistemas de estrelas binárias eclipsantes ou anãs castanhas.

“A análise combinada de observações obtidas por telescópios espaciais e terrestres permitiu-nos descartar cenários de origem não planetária, como binárias eclipsantes ou anãs castanhas. Desta forma, pudemos confirmar que ambos os objetos são planetas e que, por isso, TOI-1752 constitui um novo sistema planetário”, explicou o investigador.

O estudo foi publicado na revista científica MNRAS.

Uma estrela diferente do Sol

A estrela que hospeda o sistema TOI-1752 é uma anã vermelha, um tipo de estrela menor e mais fria do que o Sol. Estas estrelas são particularmente interessantes para a investigação de exoplanetas porque os seus tamanhos e características facilitam a identificação de planetas pequenos através do método de trânsito.

Esta técnica consiste em observar pequenas e periódicas diminuições no brilho de uma estrela provocadas pela passagem de um planeta à sua frente, quando observada a partir da Terra.

No caso do TOI-1752, o TESS foi responsável pela deteção inicial dos candidatos a planetas, que posteriormente foram analisados através de observações adicionais.

Participação de instituições internacionais

Além do IAA-CSIC, participaram no trabalho investigadores e instituições de diferentes países.

O Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC) contribuiu com observações realizadas através do instrumento MuSCAT2, instalado no Observatório de Teide.

Também participou o grupo de exoplanetas da Universidade de Tóquio, que opera o telescópio Faulkes Norte, localizado no Observatório de Haleakala, no Havai.

As observações multicoloridas realizadas durante um trânsito completo forneceram, segundo os investigadores, a evidência fotométrica obtida a partir da Terra mais forte para a validação do planeta interior.

Assim, o sistema TOI-1752 passa a constituir mais um alvo relevante para o estudo de mundos fora do Sistema Solar, sobretudo pela presença de um planeta situado numa região potencialmente favorável à existência de água líquida e de outro que poderá apresentar condições extremas semelhantes às de um mundo de lava.

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