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O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, reconheceu este sábado, na Etiópia, que os grupos terroristas continuam a realizar ataques esporádicos na província de Cabo Delgado, apesar de várias localidades anteriormente ocupadas estarem actualmente livres. O Chefe do Estado destacou a assistência humanitária às populações deslocadas como o principal desafio do momento e defendeu o multilateralismo no combate ao terrorismo.
“Quando começou o terrorismo, tinha ocupado algumas vilas do distrito da zona norte de Cabo Delgado. Mas por causa dessas soluções, hoje em dia as vilas estão livres, mas os terroristas continuam a fazer ataques esporádicos e isto provoca deslocação da população”, afirmou Daniel Chapo.
O Presidente moçambicano falava durante o 12.º Fórum de Alto Nível de Tana sobre Segurança em África, que decorre de 23 a 25 de Outubro, na cidade de Bahir Dar, na República Federal Democrática da Etiópia.
O encontro realiza-se sob o lema “Caminhos para a Paz em África: Soberania Económica e Transformação Geopolítica” e reúne Chefes de Estado e de Governo, decisores políticos, académicos e parceiros de desenvolvimento.
Na ocasião, Chapo sublinhou que a prioridade actual passa por garantir apoio humanitário às pessoas obrigadas a abandonar as suas zonas de residência devido à violência armada.
“O maior desafio que nós temos no momento é assistir - assistência humanitária às populações. A situação está relativamente melhor do que estava antes. Continuamos atentos às investidas dos terroristas, as nossas Forças Armadas, junto às forças amigas do Ruanda, da Tanzânia e à força local, continuamos a combater o terrorismo”, referiu.
O estadista destacou, assim, a continuidade das operações de combate ao terrorismo pelas Forças Armadas de Defesa de Moçambique, em coordenação com as forças do Ruanda, da Tanzânia e com a força local.
Cabo Delgado enfrenta, desde Outubro de 2017, uma insurgência armada associada a grupos extremistas ligados ao Estado Islâmico. De acordo com dados de organizações internacionais, a violência já provocou cerca de 6.600 mortos e 1,2 milhões de deslocados.
Fonte: DW com Lusa