Nacala (Moçambique) – A cidade de Nacala, na província de Nampula, recebeu, nesta terça-feira, 27 de Outubro, o voo inaugural da Ethiopian Airlines, que passa a assegurar três ligações semanais entre o maior entreposto comercial do norte de Moçambique e uma rede de mais de 130 destinos em todo o mundo.
O governador da província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, destacou a importância da nova ligação aérea, considerando que representa um passo importante para consolidar Nacala como um centro comercial e económico de referência.
“Há acontecimentos cuja importância ultrapassa a dimensão da cerimónia. Este é um deles”, afirmou o governante durante o seu discurso.
Abdula salientou que a ligação entre Addis Abeba, capital da Etiópia, e Nacala representa uma nova porta de acesso ao mundo para uma cidade que já dispõe de um dos principais portos do país.
“Hoje, a Ethiopian Airlines liga Addis Abeba a Nacala. Com ela, um dos nossos maiores portos ganha também uma nova porta aérea para o mundo”, declarou, acrescentando que Nacala e a província de Nampula têm motivos para celebrar a concretização da rota.
Nova ligação reforça a importância económica de Nacala
Segundo Eduardo Abdula, a decisão de uma das maiores companhias aéreas africanas de passar a operar em Nacala demonstra o reconhecimento do potencial económico e estratégico da cidade.
“Uma das maiores companhias de África olhou para Nacala, viu oportunidade e decidiu investir. É um sinal de confiança que nos honra”, afirmou.
O governador defendeu ainda que o desenvolvimento de Moçambique deve abranger todas as regiões, evitando que as oportunidades económicas e as principais ligações internacionais permaneçam concentradas em determinados pontos do território.
“Moçambique não pode desenvolver-se se as oportunidades e as grandes ligações internacionais permanecerem concentradas apenas em alguns pontos do território”, recordou o dirigente, que também preside ao Conselho Executivo Provincial de Nampula.
Na sua perspectiva, cada província deve aproveitar a sua localização geográfica, os recursos naturais e as infra-estruturas disponíveis para impulsionar o crescimento económico e promover um desenvolvimento territorial equilibrado.
Abdula associou esta visão à política de descentralização promovida pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, considerando que a abertura da rota resulta directamente dos esforços de diplomacia económica desenvolvidos pelo Chefe do Estado durante as suas viagens de trabalho ao estrangeiro.
“Essa é a visão de desenvolvimento territorial equilibrado que Sua Excelência o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, tem vindo a implementar no âmbito da descentralização”, declarou.
O governante acrescentou que a nova ligação aérea é resultado directo da diplomacia económica conduzida pelo Presidente da República, sublinhando que Nacala reúne condições geográficas e comerciais para assumir um papel cada vez mais relevante na economia nacional.
“Esta ligação é, por isso, muito significativa”, frisou.
Mais de 130 destinos internacionais acessíveis a partir de Nacala
Com a entrada em funcionamento da rota, os passageiros que partem de Nacala passam a ter acesso a mais de 130 destinos internacionais através da rede da Ethiopian Airlines, podendo chegar a importantes centros económicos de África, Europa, Ásia e América com uma única escala em Addis Abeba.
Eduardo Abdula considera que esta conectividade poderá trazer vantagens concretas para o sector empresarial, os investidores e a indústria turística.
Para os empresários, a nova rota representa uma oportunidade de chegar com maior facilidade aos mercados internacionais. Para os investidores interessados em Nacala, poderá facilitar as deslocações e o acompanhamento dos negócios.
No turismo, a ligação poderá contribuir para atrair visitantes provenientes de mercados internacionais que, até agora, se encontravam mais distantes da região.
“São mais de 130 os destinos internacionais aos quais passamos a ter acesso a partir de Nacala, através da rede da Ethiopian Airlines. Isto significa que a nossa cidade passa a estar ligada, com uma única escala em Addis Abeba, a alguns dos maiores centros económicos de África, da Europa, da Ásia e das Américas”, afirmou.
O governador acrescentou que a nova ligação poderá facilitar o acesso dos empresários aos mercados internacionais, melhorar as condições para a instalação de novos investimentos e aumentar as possibilidades de receber turistas estrangeiros.
Governador espera aumento das frequências e abertura de novas rotas
Apesar de considerar a inauguração um marco importante, Eduardo Abdula advertiu que a concretização dos benefícios esperados dependerá da capacidade de a província aproveitar a oportunidade.
O governante manifestou a expectativa de que a rota consiga atrair passageiros, turistas e empresários, estimulando simultaneamente o interesse de novos investidores.
“Esta rota tenha passageiros, que traga turistas, que facilite negócios e que desperte o interesse de novos investidores”, afirmou.
Abdula salientou que a chegada do primeiro avião não deve ser encarada como o fim do processo, defendendo a necessidade de promover Nacala e toda a província de Nampula junto dos mercados nacionais e internacionais.
“Para isso, não basta ficarmos satisfeitos com a chegada do primeiro avião. É necessário trabalhar, promover a nossa cidade e a nossa província e aproveitar as oportunidades que esta ligação nos oferece”, declarou.
O governador manifestou ainda o desejo de que, no futuro, seja possível anunciar o aumento das frequências semanais e, eventualmente, a abertura de novas rotas aéreas.
“Gostaria, sinceramente, que dentro de algum tempo voltássemos a reunir-nos, desta vez para anunciar o aumento das frequências e, quem sabe, a abertura de novas rotas. Seria a melhor demonstração de que soubemos aproveitar esta oportunidade”, concluiu.
A nova ligação da Ethiopian Airlines representa, assim, uma oportunidade para reforçar a conectividade internacional de Nacala, dinamizar o comércio, estimular o turismo e criar melhores condições para a atracção de investimentos na região norte de Moçambique.