Os Estados Unidos incluíram o Ministério da Defesa do Ruanda na lista de entidades e instituições sujeitas a sanções, devido ao alegado apoio às milícias do Movimento 23 de Março (M23), que actuam na República Democrática do Congo (RDC).
Em comunicado, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou que Washington está a cumprir o compromisso de responsabilizar o Ruanda pelos acordos celebrados no âmbito dos Acordos de Washington para a Paz e a Prosperidade.
“Os Estados Unidos cumprem a sua promessa de responsabilizar o Ruanda pelos compromissos assumidos ao abrigo dos Acordos de Washington para a Paz e a Prosperidade; o Ruanda deve cessar o seu apoio ao M23 e retirar as suas tropas do leste da RDC”, declarou Bessent.
As sanções estão relacionadas com o papel que os Estados Unidos atribuem ao Ruanda no financiamento e no aconselhamento militar das actividades do M23, num conflito prolongado e marcado por elevados níveis de violência no leste da vizinha República Democrática do Congo.
O conflito naquela região tem provocado uma grave crise de segurança, enquanto persistem as acusações de envolvimento ruandês no apoio às forças do M23. O Governo do Ruanda, por sua vez, tem negado reiteradamente essas alegações.
Com esta medida, Washington procura pressionar Kigali a cumprir os compromissos assumidos nos acordos de paz, a interromper o apoio ao movimento rebelde e a retirar as suas tropas do território congolês.