O dirigente da ANAMOLA, Venâncio Mondlane, afirmou este sábado que o seu partido se encontra numa situação de “quase guerra declarada” com a província de Inhambane, depois de um administrador local ter recusado autorizar uma reunião dos quadros provinciais da formação política para acompanharem a convenção extraordinária.
Ao discursar na abertura do encontro extraordinário do partido, Mondlane mencionou uma série de episódios ocorridos na província, que considera preocupantes, incluindo a morte de Elídio Fassitela e a alegada tortura do coordenador da ANAMOLA no distrito de Zavala.
“A província de Inhambane e nós estamos quase numa situação de guerra declarada. No dia 10 de setembro, Daniel Chapo fez uma visita a Zavala e no dia 11 foi assassinado Elídio Fassitela. Há dois dias foi torturado quase até à morte o nosso coordenador de Zavala. Hoje estamos a receber esta comunicação”, declarou Mondlane.
O caso está relacionado com um pedido apresentado pela ANAMOLA ao Governo do distrito de Inhassoro, na província de Inhambane, no qual o partido solicitava protecção policial para o local onde os seus membros pretendiam reunir-se para acompanhar, através de plataformas digitais, a convenção extraordinária da organização.
Segundo Venâncio Mondlane, as autoridades distritais não só rejeitaram o pedido de protecção policial, como também comunicaram que não autorizariam a realização da reunião dos membros do partido naquela província.
A ANAMOLA realiza este sábado, em Maputo, a sua primeira Convenção Nacional Extraordinária, que conta com a participação de mais de 400 delegados.
Fonte: DW, com Lusa